sábado, 29 de novembro de 2008

Para onde vamos?

Estava dando uma olhada em gráficos de algumas das minhas preferidas, e percebi dois movimentos distintos.

De um lado, há papéis que fizeram fundo em 27 de outubro, e mostram um movimento de lenta recuperação. Há outra queda significativa em 21 de novembro, mas não chega aos níveis da de outubro, o que poderia configurar um pivozinho de alta. É o caso da VALE5 e da GGBR4, por exemplo.

Outro grupo é o das que continuam caindo, ou seja, aquelas que em 21 de novembro bateram mais fundo que em 27 de outubro. Caso da Petr4 e da Usim5, para citar só duas.

A questão é - para onde vamos? Daqui para frente vamos no sentido que apontam Vale e Gerdau, ou no sentido que apontam Petrobras e Usiminas? Para o alto, ainda que aos poucos e cheio de sustos, ou para baixo, ainda que com repiques e esperanças de recuperação?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Violino na Usiminas

Acabei de abrir o HB pela primeira vez no dia, e descobri que tomei um violino. Bateu stop na USIM5 a 22,90 pouco depois da abertura do mercado, e depois subiu de volta.

Resultado, acabou a jogadinha, tô fora. Rentabilidade de 2,61% no final das contas. Não é ruim, mas também não é nada digno de festa.

Agora o lance é esperar que dê nova entrada. No momento nenhum dos papéis me parece especialmente apetitoso para essas jogadinhas curtinhas. Para LP tem dúzias, mas dessas já me chega as VALE5 e PETR4 que tenho em carteira.

Ah, vou continuar monitorando Usiminas. Essa entrou para minha lista de favoritas.

A Ativa recomenda compra de Usiminas

Recebi hoje no meu email um relatório de revisão de estimativa da Corretora Ativa sobre os papéis da Usiminas. Segue na íntegra:

USIMINAS - Preparando-se para o crescimento em meio à turbulência

Revisamos nossas estimativas para Usiminas, incorporando no valuation os resultados do 3T08, a revisão do plano de investimentos, a compra da J. Mendes e novas premissas macroeconômicas. Nosso novo target price para USIM5 para dez/09 é de R$63,52, o que representa um upside de 170%. As ações PNA da Usiminas são negociadas atualmente a múltiplos EV/EBITDA de 3,8x para 2009. A despeito do recente ciclo de desvalorização de papéis atrelados a commodities, os fundamentos do setor e da empresa no médio e longo prazo, bem como o upside potencial das ações da Usiminas, motivam nossa recomendação de COMPRA de seus papéis.

> Devido ao seu histórico de desempenho e conservadorismo na gestão financeira, bem como aos investimentos em expansão e verticalização, acreditamos que a Usiminas esteja preparada para aproveitar-se da recuperação do ciclo econômico, no médio-longo prazo. No entanto, no curto prazo, a empresa deve sofrer com redução de demanda e pressão de preços nos setores em que atua, principalmente o automobilístico.

> Estimamos uma forte redução nos volumes vendidos no 4T08, fechando 2008 com queda de vendas de 7% YoY; para 2009 e 2010, prevemos um modesto crescimento de volumes de 2,5% e 1,2%, respectivamente. Para os preços de aço, assumimos queda de 11% para 2009 e 2,5% para 2010, acompanhando a variação do cash cost da empresa no período (reduções de 20% e 10% no minério de ferro para 2009 e 2010).

> A Usiminas anunciou uma revisão no seu plano de investimentos para o período de 2008-2012. Os novos montantes alcançam US$ 14,1 bilhões e incluem a construção de uma nova usina de placas de 5 milhões de ton/ano, desenvolvimento de ativos minerários e ampliações de capacidade de algumas linhas de produtos em Ipatinga e Cubatão.

> Riscos – Os principais riscos da tese de investimento em Usiminas são (i) agravamento da crise na economia real, reduzindo fortemente a demanda de aço por um longo período, (ii) redução significativa dos preços no mercado doméstico, (iii) atraso no desenvolvimento dos projetos de expansão, e (iv) aumentos inesperados nos preços das matérias-primas.


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Bom, e daí que a corretora indica compra? Indicou compra de WEG tempos atrás, eu embarquei e me dei mal, foi antes do início da crise. Essas indicações e 'target prices' das corretoras não podem ser levadas muito a sério. No início da crise tinha uma boa porção de corretoras apostando no IBOV a 80 mil pontos em dezembro, lembram? Olha onde ele está agora... nem em dezembro do ano que vem se espera ver o IBOV a 80 mil pontos!

Olhando pelo lado bom, é um referendo da análise que eu mesmo havia feito do papel, em termos fundamentalistas. Embora não vá mudar minha estratégia de ação nessa jogada com USIM5, me dá um pouco mais de segurança na operação.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

E não é que deu certo?

Apesar das considerações (corretíssimas) do Arnaldo na minha postagem anterior, a jogadinha na Usiminas deu certo! Valorização de 4% hoje, para meu deleite.

Um detalhe positivo a mais, a ARCZ6, outra que eu pensei em comprar (mas não comprei), a 2,07, está no mesmo lugar agora, não subiu nem desceu. Se tivesse embarcado nela, teria ganho nada.

Como nem tudo são flores, as outras duas hipóteses de investimento, GOAU4 e GGBR4, subiram muito mais que Usiminas... se tivesse embarcado nelas, teria agora mais de 10% de valorização, contando os dois dias.

Mas não cabe chorar sobre investimentos não feitos. O negócio agora é acompanhar de pertinho a variação da USIM5, e ao menor sinal de queda, cair fora do barco. Eu sei que esse papel tem ótimo potencial no longo prazo, mas meu interesse nele no momento é bem curtinho, só um repique e nada mais.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Embarquei na Usiminas

Deixa os fundos Sparta para outra hora. Resolvi entrar na Usiminas. Comprei hoje, ainda de manhã, 300 ações a 22,26. Praticamente o mesmo valor que está encerrando agora à noite.

Não penso nessa compra como investimento de longo prazo, até porque fiz ela com a graninha que separei para diversões mais curtas. Se der uma valorizadinha legal como espero que dê, vendo sem dó.

Se bem que os dados fundamentalistas da empresa me agradam, até mais que os da Vale e da Petrobras, hoje. O papel tá mais desvalorizado, foi mais penalizado nessa queda toda. Está bem abaixo do VPA, tanto que para apenas chegar nele já vai precisa de quase 30% de valorização.

Sobre os fundos Sparta:

Ainda estou muito receoso de entrar nessa. São vários medos. O primeiro é de estar chegando atrasado na festa, deles não conseguirem manter a performance conforme o patrimônio do fundo aumenta quase exponencialmente.

O segundo medo foi bem colocado por Henrique nos comentários do post anterior: quem garante que esse fundo não quebre fragorosamente uma hora dessas? Ninguém. Fundos mais gabaritados e mais consolidados no mercado já quebraram de uma hora para outra, deixando milhares de investidores ferrados. Esses fundos Sparta são alavancados, pode uma hora dessas uma jogadinha mais pesada dar errado, e aí a vaca não apenas vai para o brejo, como clama por mais dinheiro na descida.

Aliás, no mesmo comentário, veio o terceiro medo - investir em boi gordo. Os fundos Sparta investem pesadamente nesse mercado. E não precisa puxar muito da memória para lembrar outros contos do vigário que já rolaram nesse mercado. "Fazendas Reunidas Boi Gordo" é um dos que me vêm à mente. Fizeram propaganda na TV, deram a impressão de ser a melhor coisa do mundo, e até deram dinheiro para uma porção de gente, mas de um ponto adiante parece que a coisa degringolou e no final da conta levou junto para o buraco uma porção de incautos, que entraram acreditando nos fantásticos ganhos passados.

Por tudo isso, por enquanto, nada de fundos Sparta. Não descarto uma aposta neles em algum momento aí para a frente, mas por enquanto sigo levando, cometendo meus errinhos, jogando meu dinheirinho fora. Pelo menos assim eu sei sempre quem é o culpado pela cagada feita - eu mesmo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Que tal os Sparta fundos?

Uma conversa com um amigo no final de semana trouxe à baila a idéia de investir uma graninha (mínimo 10 mil reais) nos fundos Sparta.

Eu não sou muito chegado em fundos de investimentos (minha história e desacordos com eles está descrita nos meses iniciais desse blog), mas pelo que vejo, estes são diferentes. A gestão é super ativa, entrando e saindo de operações a todo momento, navegando em todos os mercados e investimentos.

A rentabilidade passada é de impressionar, embora seja um erro em si ficar impressionado com rentabilidade passada. Até mesmo nesses meses de intensa crise os caras estão conseguindo retornos positivos, enquanto o mundo todo em volta cai.

Em geral, eu prefiro cometer meus erros sozinho, por conta própria. Mas fiquei balançado, propenso a separar pelo menos 10 mil da grana alocada em bolsa, para jogar no Sparta Cíclico. Meio que para ver qualé a da coisa.

Tem uns tópicos muito interessantes sobre esses fundos no fórum Investidor Agressivo, com muitas opiniões a favor e contra. Estou lendo os dois lados, por vezes concordo com um, por vezes com outro.

A minha preocupação pode ser sintetizada da seguinte forma - até quando os caras vão conseguir se manter tão rentáveis? Quando o crescimento rápido vai começar a atrapalhar a gestão do fundo? Será que entrar agora já é pegar a festa no finalzinho?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Novo blog nos links e uma análise interessante

Encontrei agora um blog interessante, com base fundamentalista e voltado para iniciantes panacas feito eu: http://www.investidorjovem.com.br/

Já de cara apresenta um cálculo interessante, invertendo o índice P/L para definir o que chamou de "poder de lucro". A partir deste dado, faz uma comparação com a taxa SELIC para determinar a "margem de segurança" de cada papel.

Aí qual o papel que aparece em primeiro lugar, com a maior margem de segurança? A Usiminas! Poder de lucro de 32%, margem de segurança de 134%! Tá bom ou quer mais?

A menos que a Usiminas esteja perto de quebrar inapelavelmente, me parece que estamos em um ponto ótimo para investir nessa empresa.

Novo papel no monitoramento

Lendo e pesquisando sobre boas empresas com papéis muito impactados pela crise, encontrei uma que me agradou bastante - Usiminas. As ações estão cotatas bem abaixo do valor patrimonial, numa situação ainda mais apetitosa que Gerdau e Metalúrgica Gerdau, que eu estava de olho antes.

Os dados (fonte: fundamentus.com.br)

Cotação 19/11 - 20,13
VPA - 28,28
P/L - 3,04
Div. Yeld - 12%

Sei que não serve mais para referência, mas o valor máximo dessa ação, ainda neste ano, foi de 92,70.

Acredito que com uma melhorazinha qualquer no cenário, ou uma folga que permita o povo sonhar de novo, esse papel tem condições de dobrar ou triplicar de preço sem muita dificuldade. Não que isso vá acontecer em dias ou semanas, mas não penso que precise de muito tempo para isso. Para retomar topo histórico vai levar muito tempo, mas para chegar em 40 ou 60 reais, nem tanto.

Bom, na verdade ainda preciso analisar mais das condições da empresa, verificar o que anda acontecendo com ela e outros que-tais, porque até agora só tenho essas informações fundamentalistas aí de cima. Não cabe se encher demais de esperança porque o preço não está onde está por acaso, deve haver alguns bons motivos para tanto.

De qualquer modo, ainda não comprei nada. Está em queda, e nada impede que caia mais ainda. Vou esperar parar de cair, pelo menos.

sábado, 15 de novembro de 2008

Precisa das notícias para tomar decisões?

Um dos meus blogs preferidos, o "Giouco Piano", apresentou dia 10 de novembro um comentário muito adequado sobre a utilidade de se ler notícias sobre o mercado para tomar decisões.

Leiam: A Desutilidade dos Jornalistas

Vale a pena. Aliás, vale a pena acompanhar o blog. Mesmo quem não é muito afeito à AT encontra análises muito bem feitas, backtests extensos e comentários precisos.

GGBR4

Estava olhando o gráfico diário da Gerdau, e percebi que ela está respeitando um suporte na faixa dos 13 reais, já há 12 pregões consecutivos. Seria uma acumulação para uma boa subida qualquer dia desses? Ou uma acumulação para mais queda?

A mente humana é pródiga no reconhecimento de padrões em um mundo aleatório. Até mesmo onde não há padrão algum (como é o caso do comportamento dos preços na Bolsa), a nossa mente se esforça para encontrar algo. Daí surgem as famosas figuras, os pivots e praticamente toda a análise técnica.

Eu não tenho tido muita afinidade intelectual com as propostas da AT ultimamente, mas tenho que admitir que em um ponto ela é muito correta e importante: representa fielmente o comportamento dos investidores até aquele momento. Não fala absolutamente nada sobre o momento seguinte, mas tudo sobre o passado. E certamente tem horas em que compreender um pouco mais do passado ajuda a tomar decisões.

Uma decisão possível de ser tomada em consequência dessa análise simplória de suporte da GGBR4 seria comprar quando o preço se aproximar dos 13,50, em um dia aí de maior pessimismo.

Só que eu ainda fico dividido entre isso e esperar para ver se cai de volta aos 10,70, onde já esteve. Vai depender, para isso, da continuidade da tendência de queda geral, ou da estabilidade do cenário daqui para frente. Ao que parece por essas duas semanas, pararam as quedas contínuas. Ainda temos dias bem ruins, mas já não são sequências de queda, como há pouco tempo atrás. (ih, olha eu aí inventando de reconhecer mais um padrão no mundo aleatório!)