quinta-feira, 20 de maio de 2010

Como atravessar crises comprado

Eu trabalho em uma grande empresa multinacional, que tem ações negociadas em bolsa. Já tive ações dela em carteira, mas no momento não tenho, preferi estar investido em outros papéis.

Há algumas semanas estamos atravessando uma bela crise no mercado de ações, com uma queda bem expressiva, que até o momento chega perto dos 20%, se calculo bem.

Você sabe qual o impacto dessa crise toda no funcionamento da empresa? O quanto essa queda afetou seus negócios ou seu plano de investimento?

A resposta é: NADA!

Não mudou nada, nadinha mesmo. Tudo continua como sempre esteve, todos os planos e operações nos mesmos níveis anteriores. E não há o menor sinal de que isso vá mudar em momento próximo, ou que vá ser afetado de alguma maneira por essa queda toda. A empresa trabalha da mesma forma com as ações a 40, 30 ou 20 reais.

Este preâmbulo todo é só para dizer que quem detém ações de uma empresa, é em parte dono da mesma. E se os negócios continuam os mesmos de antes, as perspectivas as mesmas de antes, nada mudou, por que se apavorar com a manada? O que tinha valor há um mês continua tendo valor hoje. Os preços mudam, mas o valor não, entende? Não é a mesma coisa, preço e valor.

Então, para atravessar crises comprados o que precisa é se dar conta de que se é dono de uma parte da empresa. O tamanho da parte é o mesmo, independente do valor da ação. Se a empresa é sólida e seu futuro é confiável, deixe de sustos e aproveite o medo alheio para se adonar de mais partes, a melhores preços.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Não vou sair agora

Tá certo, eu sou um baita moscão, beiro a irresponsabilidade com meu próprio dinheiro e já deveria ter largado as posições há muito tempo. Mas não o fiz, e agora não vou fazer mais. Dane-se.

Claro que dói ver essas quedas todos os dias, as posições derretendo na frente dos meus olhos. Mas a verdade é que não estou comprado em micos que podem desaparecer no dia seguinte. Tenho ações de empresas altamente sólidas e lucrativas, bem geridas e bem posicionadas em seus mercados. Empresas em que claramente o futuro será melhor que o presente, passados os sustos europeus.

A queda tem suas razões de existir, claro, mas não me parece tão fundamentada assim. Na verdade, está me parecendo tremendamente exagerada. Eu posso estar muito errado nessa análise, já que que do alto do meu pouco entendimento de macroeconomia eu não enxergo nem ali na frente, quanto mais lá longe. Mas é o que me parece. Desde que comecei a me divertir nessa de ações já passei por algumas crises dessas, umas maiores e mais profundas (2008), outras mais curtinhas e rasas. Uma coisa que vi em comum entre todas elas é que sempre vendem o apocalipse,  como se o mundo fosse acabar amanhã. E nunca acabou.

Hoje fui dar uma olhada em alguns gráficos, pensando em swaps protetivos e coisas assim. Tem algumas empresas interessantes nessa linha, mas ao final do estudo, o que ficou é que, olhando os gráficos, tenho vontade mesmo é de comprar mais do que já tenho. Devo estar maluco, querendo comprar quando tudo tá derretendo, mas esse é verdadeiramente o meu sentimento agora. Acho que meus papéis preferidos estão entrando em grande liquidação, e a cada dia que passa suas cotações ficam mais apetitosas.

Só mais um detalhe - o grande gap entre VALE5 e PETR4 está se fechando. A Vale está caindo rapidinhoi, e a Petrobras parece já ter caído tudo que dava. Aí perdi uma baita chance de um swap legal, é verdade. Com duas VALE5 se comprava 3 PETR4 dias atrás, hoje já não dá mais.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Apenas acompanhando

A bela alta não deu em nada. Achei que poderia ser o começo de uma alta, mas não deu nisso. Também não caiu mais, ficou pelo mesmo ponto. Pode até ser que estejamos configurando um fundo achatado, quem sabe. Vamos ver o que dá.

Continuo pensando em comprar PETR4. Mas só pensando... penso em vender VALE5 para fazer um swap, ou vender FESA4... ou posso injetar uma graninha a mais nessa. Mas também tenho cá receios que não seja a hora, que estejamos apenas no meio da queda, sei lá. Só que se a coisa for assim, meio de queda, então eu deveria é sair de tudo, como proteção. E não saio.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mas que bela alta, hein?

Dia de festa nos mercados mundiais. A bolsa da Espanha subiu impressionantes 14% em um único dia, e não foi a única. A Bovespa foi uma das mais comedidas e subiu 4%. E tudo isso por conta do anúncio de um mega-pacotão de ajuda aos países da zona do Euro que estão com suas contas um tanto complicadas.

Talvez seja o ponto de inflexão no movimento de queda, que ademais, não me parecia mesmo ter outros motivos para continuar em curso além dessas complicações européias. Quem sabe agora vamos passo a passo fazer mais uma tentativa de ultrapassar os 73 mil pontos... bom esperança é a última que morre e sonhar não custa.

Continuo pensando é em comprar Petrobras. Interessante essa minha vontade, porque vai na contramão do mercado, que está ressabiado com esse papel. Hoje, enquanto VALE5 e outras pulavam 5% ou mais acima, a PETR4 subiu míseros 1%. Está marcando o maior passo... se arrastando nos 30 reais. E quanto mais ela se arrasta, mais vontade me dá de comprar uns lotes. Jogada para algum tempo, não sei quanto, meses, ano, talvez. Mas me parece jogada certa.

O que eu precisava era ter essas vontades contra-tendência também no sentido inverso. Vender quando está todo mundo querendo comprar seria ótima idéia. Mas essa ainda não tive, pelo contrário, fico todo empolgadinho e acabo assistindo as quedas todas comprado. Talvez seja ganância demais, achar que as altas vão ser infinitas. Nunca são.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Só de olho

Parece que as grandes quedas teimam em acontecer quando eu estou praticamente internado em algum hotel realizando treinamentos, e sem acesso durante o dia útil ao mercado. Lembro que em maio/junho de 2008 foi parecido, eu assistia a cada noite as cotações da VCPA4 desabarem, mas sem poder algum de ação.

Agora estou praticamente no mesmo ponto. A cada noite dou uma espiada em como foi o dia no mercado. Ontem me pareceu desastroso, cheguei a pensar em arranjar uma forma de entrar hoje e fazer vendas de proteção. Mas acabou que não consegui tempo para isso, e ficou tudo como estava. Com a sorte que hoje pelo menos não caiu mais ainda.

Se bem que não tenho lá muita certeza de que deveria vender as posições mesmo. Penso em atravessar mais essa queda comprado... já fiz isso outras vezes, se tiver paciência nem dói tanto assim. O que incomoda é a incerteza, será que vai mais longe, será que vai acontecer isso ou aquilo na europa que vai jogar tudo pro chão?...

Porque se for pensar em fundamentos, eu ainda não vejo tantos sinais de grande crise por aí. Tem a Grécia, claro, teve um pacote na China, tem uma coisa aqui e outra acolá. Mas ao mesmo tempo tem indicadores fortemente positivos aqui e acolá também. Aceleração do consumo, lucros trimestrais bem interessantes surgindo, números positivos por todo lado.

O futuro é sempre incerto, mas a questão é em qual dos cenários se aposta. Por exemplo, se a aposta é de que não tem tanto motivo assim para essa queda, ela deixa de ser ameaça e vira oportunidade. Comprar PETR4 a 30 reais pode ser uma grande chance, por exemplo. E não só essa. Embora eu não tenha analisado mais nada, deve haver outras entrando em preços de pechincha.

Só que esse não é o único cenário, nunca há um só. É apenas uma aposta... E "pechincha" na verdade é uma definição que requer um referencial. PETR4 é pechincha a 30 se pensar que poderia muito bem estar em 50, mas deixa de ser se lembrar que por janeiro do ano passado andava lá pelos 17 ou 18 reais.

Sei não... o que sei mesmo é que ainda me falta disciplina e clareza nas estratégias que escolho.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

E na sequência...

Cai tudo de novo no dia seguinte. Vá você se entusiasmar com breves altas, he he he.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Contra a lei da gravidade

Tudo que cai, sobe...

Dia de euforia no mercado, ou arrependimento dos excessos de ontem? Minha querida FESA4 subiu quase 5%, VALE5 mais de 3%, parece até que papai-noel passeou pelo mercado. Claro que essa alegria toda não compensa nem metade do desastre da queda, mas melhor assim do que continuar caindo!

O que ando pensando mesmo é que é hora de comprar Petrobras. Não sei se faço outro swap de papéis, ou se coloco dinheiro novo nessa brincadeira, mas que me parece hora, parece. E nem olhei gráficos. A análise é de fundamentos mesmo. Quem comprar aí nos 33 pilas e segurar tempo suficiente vai ter crises de alegria mais tarde. Especialmente se segurar tempo de verdade, coisa de 5 anos para mais.

sábado, 24 de abril de 2010

De volta ao começo

Perdi a vez e vou ter que esperar mais um pouco. Não fiz as vendas nos objetivos inicialmente propostos e estou assistindo totalmente comprado os papéis quase retornarem aos seus pontos de partida. Não que isso me preocupe demais, já passei tantas vezes por situações semelhantes ou piores, mas é sempre um inconveniente.

Sexta-feira o IBOV teve até uma micro-alta, mas FESA4 e SAPR4 despencaram, sei lá porque. VALE5 continuou com sua trajetória recente de baixa também. Todas as minhas posições estão em lucro, mas agora bem menor que antes.

É isso aí. Sentimento de ter perdido o bonde. Resta esperar o próximo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

IRPF sucks!

Estou sofrendo para fazer a declaração de Imposto de Renda do ano passado. Todo ano é a mesma droga, chego a procrastinar por semanas só pensando na encheção de saco que vai ser.

Quais são as complicações, mais precisamente:

- Dividendos. A corretora não informa, não tem um mísero documento que consolide. Recebi comprovantes de algumas empresas que tenho ou tive ações, mas não faço idéia de faltam outras. Pode ser que nem falte, mas o que me incomoda é que não sei. Não tenho segurança nesse dado, e detesto não ter segurança quando o assunto é Receita Federal.

- Juros sobre Capital Próprio. O mesmo problema que se tem com dividendos, com um detalhe piorado. Há uma retenção na fonte nessas rendas. onde se coloca esses valores retidos? Não achei. A seção de ajuda do programa tampouco ajuda nessas horas, parece até manual de videocassete de tão complicada.

- Retenções de IR nas operações. Mais uma vez, falha da corretora ao meu ver. Não tenho documentos consolidando isso, quanto paguei. E para piorar, ainda que tivesse, não saberia onde declarar.

Parece que o programinha da Receita Federal não considera que as pessoas operem ações. E parece também que a corretora pouco se importa com seus clientes. Aliás, aproveita que o assunto é um porre e inventa de cobrar extra por algo que deveria oferecer de graça a todos, algo que é sua obrigação. Afinal de contas, qualquer banco lhe entrega um comprovante de rendimentos da poupança, do CDB, do que for, mas a corretora ignora solenemente que você existe.

Bom, pelo menos a ATIVA age desta forma. Se outras atuam de melhor maneira, bem capaz de eu trocar para elas.

terça-feira, 20 de abril de 2010

OK, vocês venceram, batatas fritas!

Pensei bastante sobre a questão da venda parcial ao atingir objetivos de alta, que foi objeto de debate entre eu e Arnaldo nos comentários postagem anterior, e resolvi me render a esta proposta.

Pesou na decisão a análise de alguns trades anteriores em que atingi patamares interessantes, mas não realizei nada e acabei perdendo o que tinha ganho. Aconteceu isso com ARCZ6 no ano passado e com FESA4 também no ano passado e neste. Foram apostas de sucesso praticamente imediato, mas que por não definir objetivos de alta com precisão e não realizar lucros nos momentos que podia, acabei vendo toda a alta derreter e vendi bem abaixo do que poderia.

É preciso controlar a ganância. Não é fácil, mas é preciso se a estratégia utilizada não for buy&hold ou outra de muito longo prazo. Como não estou operando longo prazo nesse ano por conta da possível compra da casa, o correto é utilizar a estratégia com todos os seus componentes.

Dentro dessa proposta, coloquei stop-gain na FESA4 e na VALE5. Todos dois parciais, liquidando uma parte significativa da posição. Calculei de modo a não ultrapassar os 20 mil em vendas no mês.